Em resumo
- Faturamento O e-commerce brasileiro faturou R$ 295,6 bilhões em 2025, alta de 20% sobre 2024, e chegou a 6,5% do varejo (FecomercioSP).
- Diretório privado Em outubro de 2026, o diretório EcommerceBase listava 197.622 lojas online ativas. É um retrato privado de sites próprios: não é censo do e-commerce nem estimativa de receita.
- Diretório privado Seis estados (SP, MG, PR, RJ, SC e RS) reúnem 83,2% das lojas com UF identificada. Isso mede presença digital, não participação no faturamento.
- Plataforma Na Nuvemshop, outubro de 2026 teve +37% em pedidos e +43% em GMV sobre outubro de 2025; moda somou 1.198.708 pedidos (+45%). Indicadores de uma plataforma, não do mercado inteiro.
Como ler este mapa: três tipos de dado
Não existe uma única base pública, atual e completa que una faturamento, origem do vendedor e número de lojas por estado. Por isso este estudo combina fontes de natureza diferente e mantém cada número com o seu escopo.
Quanto o mercado vende
Estudo anual da FecomercioSP para 2025 e base oficial do MDIC, com notas fiscais, cuja última série consolidada vai até 2024.
Onde há lojas online
EcommerceBase, outubro de 2026. Conta lojas ativas e sua UF. É retrato de presença digital: não mede receita e não é censo oficial.
O que mudou recentemente
Radar da Nuvemshop, outubro de 2026 contra outubro de 2025. Descreve o ecossistema da plataforma, não o Brasil inteiro.
Regra de interpretação. A contagem de lojas por estado é um indicador do universo comercial. Ela não prova participação no faturamento, demanda local, sobrevivência do negócio nem que vale investir ali.
Faturamento: 2025 fechou em R$ 295,6 bilhões
Segundo a Radiografia do Comércio Eletrônico 2026, da FecomercioSP, o e-commerce brasileiro alcançou R$ 295,6 bilhões em 2025, alta de 20% sobre 2024 (um acréscimo de cerca de R$ 48 bilhões). O comércio eletrônico passou a representar 6,5% do varejo, contra 5,4% em 2024.
Fonte: FecomercioSP, Radiografia do Comércio Eletrônico 2026.
Para recortes oficiais, a base do MDIC (Consultar dados do comércio eletrônico nacional) segue relevante, mas a última série consolidada disponível vai até 2024. Os dois números não devem ser misturados no mesmo gráfico sem explicar a diferença de metodologia.
Onde estão as lojas: diretório de outubro de 2026
A EcommerceBase registrava 197.622 lojas online ativas em outubro de 2026, das quais 188.391 com UF identificada, base usada nos rankings abaixo. O diretório não publica uma série histórica equivalente, por isso a contagem é apresentada como fotografia, sem variação.
Fonte: EcommerceBase, lojas online no Brasil, snapshot de outubro de 2026. Gráfico: Obyx Labs.
Os seis primeiros estados reúnem 156.795 lojas, ou 83,2% da base com UF identificada. As outras 15 UFs somam 9.661 lojas (5,1%). Pouco volume no diretório não significa pouca oportunidade, porque a contagem mede presença digital e não demanda.
Por região
No diretório com UF identificada, Sudeste e Sul somam 85,0% das lojas listadas.
Fonte: EcommerceBase, outubro de 2026, lojas com UF identificada.
Dois mapas diferentes. A distribuição das lojas listadas por região não é a distribuição do valor vendido: uma mede empresas catalogadas por UF, a outra, receita por destino. Concentração de lojas no Sudeste e no Sul não equivale a participação no faturamento, e nenhum dos mapas substitui o outro.
O ritmo recente: o que a Nuvemshop mostra em outubro de 2026
No Radar do E-commerce D2C de outubro de 2026, a Nuvemshop informou cerca de 2,8 milhões de pedidos pagos (+37% em um ano) e GMV +43%. É um termômetro de uma plataforma, não do Brasil inteiro, mas indica a pressão por eficiência operacional em quem vende online.
Recorte de moda
Na Nuvemshop, o segmento de moda somou 1.198.708 pedidos em outubro de 2026, alta de 45% sobre outubro de 2025, e ampliou sua participação no GMV categorizado para 44,91% (+2,91 p.p. contra setembro). No diretório da EcommerceBase, moda e vestuário aparece com 56.693 lojas, outra fotografia de outubro de 2026.
Fonte dos indicadores de pedidos, GMV, ticket médio, Pix e moda: Nuvemshop, Radar do E-commerce D2C, outubro de 2026. Referem-se ao ecossistema da plataforma.
O que isso muda para quem vende em mais de um canal
O desafio de quem cresce não é só vender mais; é manter o controle ao vender em mais lugares. Os números acima mostram volume e pedidos crescendo, e com eles o trabalho de manter a operação coerente. Os quatro pontos que mais pesam:
Catálogo
Título, preço, atributos e anúncios coerentes em todos os canais.
Estoque
Sincronização para reduzir ruptura, venda duplicada e retrabalho.
Financeiro
Comissões, fretes e margem numa visão comparável. Receita isolada não basta.
Pós-venda
Pedidos, notas fiscais e devoluções sem tirar o time da operação.
Fontes, metodologia e limites
- FecomercioSP · Radiografia do Comércio Eletrônico 2026Base do panorama de 2025: R$ 295,6 bi, +20% sobre 2024 e 6,5% do varejo.
- MDIC · Consultar dados do comércio eletrônico nacionalBase oficial B2C com NF-e, série 2016–2024. Critérios: CNPJ vendedor, CPF comprador e venda pela internet; exclui importação, exportação e serviços.
- EcommerceBase · Lojas online no BrasilSnapshot privado de outubro de 2026: total de lojas, categoria e contagem por UF. Usado como diretório, não como censo oficial.
- Nuvemshop · Radar do E-commerce D2C, outubro de 2026Indicadores nacionais de outubro de 2026 referentes ao ecossistema da plataforma.
Metodologia. Os números foram transcritos das fontes acima e do estudo revisado, sem projeção, ajuste ou extrapolação. Percentuais e somas dos rankings foram conferidos a partir das contagens publicadas. Contagens de lojas não recebem variação porque não há série histórica pública e equivalente do diretório. Não extrapole a contagem de lojas para faturamento estadual sem uma base compatível.
Revisão e atualização. Texto e conferência de dados: Equipe Obyx Labs, em 4 de novembro de 2026. Os indicadores de plataforma devem ser revisados a cada trimestre e a série oficial do MDIC, uma vez por ano.
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